Moradia Digna

Apresentação

O Programa Moradia Digna faz parte da Responsabilidade Social Empresarial (RSE) da ArqDrive – Arquitetura Virtual e tem como propósito melhorar as condições gerais de vida de famílias em condições de vulnerabilidade social e mobilidade reduzida e impactar diretamente no cotidiano de suas famílias, das suas comunidades e das regiões onde vivem.

O projeto constitui um modelo diferenciado, que tem como eixo o fortalecimento da autoestima e dignidade do cidadão em vulnerabilidade social e mobilidade reduzida em um processo desenvolvido com base na abordagem arquitetônica, que da a eles as condições necessárias para uma experiência mais agradável em sua moradia.

A sua implementação se dará através de uma ação integrada entre a startup ArqDrive – Arquitetura Virtual e as empresas parceiras, com o objetivo de contribuir para a inserção social dessas famílias que não têm facilidade de acesso a oportunidades de recursos financeiro para reforma e nem acesso a projetos de arquitetura que venham a melhorar a sua condição de vida.

Para efeito de aplicação dos projetos do Programa Moradia Digna, contemplaremos 1 projeto de Responsabilidade Social Empresarial a cada bimestre.

O Programa Moradia Digna será desenvolvido em seis etapas:

  1. Formação de parceria entre a proponente do projeto e empresas privadas ligadas ao setor de arquitetura, engenharia e da construção civil (construtechs e proptechs);
  2. Recrutamento e seleção das famílias a serem contempladas (recrutamento será pelo site www.aeqdrive.com.br);
  3. Elaboração dos projetos de arquitetura;
  4. Apadrinhamento das famílias por empresas parceiras;
  5. Execução das melhorias proposta no projeto de arquitetura;
  6. Entrega e avaliação.

Justificativa

Há algum tempo a acessibilidade para deficientes nos empreendimentos imobiliários deixou de ser um diferencial ou luxo e passou a ser uma obrigação, ao menos no que diz respeito às áreas comuns dos empreendimentos residenciais. Embora a acessibilidade seja garantida por lei da porta para fora dos apartamentos, dentro de boa parte dos imóveis há obstáculos que impedem que portadores de deficiência motora, auditiva, visual ou mental tenham mais conforto e mobilidade.

De acordo com a norma ABNT NBR 9050:2004, os imóveis acessíveis devem priorizar a independência de pessoas com alguma limitação física, seja ela definitiva ou provisória. Dentre as orientações e critérios da norma estão a obrigatoriedade de portas com vão de, no mínimo, 80 cm, existência de corredores de acesso, eliminação de algumas paredes para viabilizar giros de 180º com as cadeiras de rodas, diminuição da quantidade de mobília para assegurar a amplitude da casa e facilitar a locomoção dos moradores e remoção de desníveis no piso.

Os imóveis com boa acessibilidade para deficientes não só preservam o direito de ir e vir das pessoas, independentemente de suas condições físicas, como também interferem no bem-estar dos deficientes, garantindo mais conveniência e comodidade no dia a dia e qualidade de vida para o portador de necessidades especiais (idoso, gestante, deficientes, etc.).

Infelizmente, a maioria dos imóveis, especialmente os antigos, possuem entradas com 60 cm de largura. Essa medida é insuficiente quando há deficientes físicos no ambiente. Daí a necessidade das residências contarem com adaptações adequadas às pessoas alvo do Programa Moradia Digna.

A acessibilidade para portadores de necessidade especiais das casas e apartamentos também é um fator que está diretamente relacionado à segurança dos moradores. Portas com largura adequada, barras de apoio, redução de quinas e pisos antiderrapantes ajudam a evitar acidentes como topadas, escorregões e quedas. Não só os deficientes podem se privilegiar com esse tipo de adaptação, como também os moradores na terceira idade.

Talvez a maior vantagem e importância dos imóveis acessíveis seja a garantia de isonomia e autonomia para os portadores de necessidades especiais, que poderão se sentir literalmente em casa e depender o mínimo possível de outras pessoas.

Até mesmo a autoestima e autoconfiança dos portadores de necessidades especiais são elevadas quando eles podem transitar tranquilamente pelo espaço, acessando e usufruindo de todos os ambientes da residência, assim como os demais moradores.

Querendo ou não, a mobilidade proporcionada pelas construções acessíveis tem um importante papel social na vida das pessoas com algum tipo de deficiência. Referencias²

Público-alvo

Programa voltado exclusivamente para a inclusão social de famílias que estejam em condição de vulnerabilidade social e que se enquadrem como pessoa com mobilidade reduzida de acordo com a DECRETO Nº 5.296 DE 2 DE DEZEMBRO DE 2004, Lei nº 10.098 de 19/12/2000 e LEI Nº 13.146, DE 6 DE JULHO DE 2015.

Objetivo geral

Realizar inclusão social a fim de melhorar a condição de mobilidade reduzida de indivíduos que se enquadram nas condições de mobilidade reduzida, levando-os a um alto índice de conforto e comodidade para suas casas oriundas de projetos de moradia popular.

Objetivos específicos

  • Aplicar este projeto em proposição;
  • Mostrar para a comunidade que é possível cada um fazer a sua parte para um mundo melhor, doando seu tempo e seu conhecimento para mudar a situação de pessoas menos favorecidas em condições de mobilidade reduzida;
  • Incentivar outras empresas ligadas ao setor da construção civil a engajarem-se nesse projeto, a fim de contribuir para a redução das desigualdades sociais;
  • Melhorar a vida de pessoas em condições de vulnerabilidade social e mobilidade reduzida, dando a eles uma condição de moradia confortável com mais dignidade em suas casas que são fruto de projetos de moradia popular;

Realizar parceria de apadrinhamento entre as empresas participantes do programa que aceitarem as condições expostas no anexo I.

Premissas

Para a execução deste projeto são consideradas as seguintes premissas:

– Parceria concretizada entre a ArqDrive – Arquitetura Virtual e Empresas Apadrinhadoras;

– Reuniões mensais de acompanhamentos com todos os participantes;

– A entrega de um projeto de Responsabilidade Social acontecerá a cada bimestre;

– Documentação legal para formalização das parcerias e do projeto.

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